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3 de setembro de 2020

É a partir da união da matéria-prima, fogo, técnica, criatividade e talento dos mestres vidreiros, que são produzidas peças diferenciadas em cristal murano. São muitas as técnicas em torno desta arte milenar, tradicionalmente desenvolvida em uma pequena ilha próxima à Veneza, na Itália, e que há 18 anos é praticada na Serra Gaúcha, aqui na Cristais de Gramado.

A maleabilidade do cristal e as mãos habilidosas dos artesãos proporcionam infinitas formas a serem moldadas, desde esculturas e vasos até delicadas contas que são utilizadas em joias e acessórios. Trata-se de um processo totalmente artesanal, passando por várias etapas de aquecimento, sopro e modelagem.

Diferentes técnicas na produção do cristal murano

Conhecido mundialmente por seu valor artístico e cultural, assim como por sua beleza incomparável, o cristal murano é uma tendência no mundo décor, proporcionado história, requinte e sofisticação ao ambiente. Com o passar dos tempos, os mestres vidreiros foram criando técnicas diferenciadas para a produção dessas peças únicas e assimétricas. Confira:

Técnica Artesanato – O mestre vidreiro modela o cristal maciço utilizando pinças, tesouras, espátulas e jornal molhado, com os quais ele puxa, corta, estica, amassa e modela o cristal dando a forma que deseja.

Técnica do Sopro – O artesão utiliza a cana (ferro de aço inoxidável) e com ela consegue colocar uma bolha de ar dentro do cristal maciço. Ele sopra de um lado da cana, o ar esquenta e expande, criando uma bolha de ar dentro do cristal – essa bolha de ar determina a parte oca da peça.

Técnica Venturina – Utiliza pequenos pedaços de cristal especial, que são adicionados à peça no lugar ou junto do pó de óxido.

Técnica Flocos de Prata – A prata tem a espessura de um fio de cabelo e é aplicada à peça, no lugar ou junto do pó de óxido. Logo após, a peça deve ser aquecida para essa prata fundir junto do cristal. Depois, cobre com uma camada de cristal transparente e modela a peça normalmente.

Técnica com Cordas – O artesão prepara uma gota de cristal maciço e colorido. A ponta dessa gota é colada na pré-peça (chamada de ‘macho’) e ao girá-la o artesão vai retirando cristal da gota e colocando na peça – o cristal da gota vai esticando e colando no ‘macho’. Na sequência, aquece a peça e amassa os fios que formou para que fique bem fundido e colado ao cristal.

Técnica com Fios – Uma exclusividade da Cristais de Gramado, no Brasil, nesta técnica o artesão prepara previamente os fios de cristal, no lugar em que faz uma bola de cristal maciço com cor e, logo depois, estica até ficar bem fino. Na sequência, corta do tamanho desejado. A partir do momento em que os fios estão prontos, o artesão esquenta-os e cola-os no entorno da pré-peça.

Técnica com Bolhas – O artesão rola a pré-peça em uma cama de pregos, que por sua vez fazem pequenos furos/buracos no cristal. Quando o mestre vidreiro cobre esses furos com outra camada de cristal, eles ficam cheios de ar e formam várias bolhas pequenas.

Técnica Craquelado – Depois de soprar a peça no molde de madeira onde ela já tem o formata e o tamanho final, o artesão mergulha a peça em água morna. Essa água quebra toda a camada superficial do cristal, deixando assim marcas de quebrado na peça. Para garantir a segurança da peça, o mestre vidreiro esquenta-a novamente, fundindo a camada mais profunda e deixando somente a marca do quebrado.

Técnica Ouro – As folhas de ouro são feitas manualmente, martelando uma barra de ouro até chegar à espessura desejada – costuma ser menos da metade de uma folha de papel normal. O ouro é aplicado no momento em que ocorre a pré-modelagem do cristal, o mais próximo possível do final da peça.

Técnica Murina – Antes da produção da peça, fabrica-se a murina (pequenos pedaços de cristal, produzidos em variadas formas). O artesão prepara uma bola de cristal maciço, depois adiciona a cor e, em um molde óptico (riga), faz um desenho no cristal – normalmente uma estrela. Depois de adicionar várias camadas de cristal, quando atingir o tamanho desejado, estica essa bola até formar um fio longo e fino. Por último, depois de esfriar, corta pequenos pedaços que serão adicionados em uma peça ainda quente.

Técnica Safari Cor Craquelada – Quando o artesão coloca a cor na peça, ele molha a camada de cor com água. Dessa forma, fragiliza e quebra a camada superficial de cor. Na sequência, ele sopra e aumenta o tamanho da peça. Os pedaços quebrados das cores vão afastando-se um do outro, criando espaços sem cor na camada de cor. Por último, cobre-se com outra camada de cristal e modela a peça normalmente.

O que achou das técnicas adotadas pelos nossos mestres vidreiros? Quando estiver pela Serra Gaúcha, visite a nossa fábrica e confira ao vivo o processo de produção do cristal artístico: abrimos diariamente, das 8h30 às 17h30, e a entrada é franca. Está distante? Siga acompanhando pelos nossos canais digitais as curiosidades sobre este nosso universo de cor e beleza!


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